wine of the youth

acordo tarde, com a cabeça fora do lugar. fecho a cortina, procuro um disco bom, uma bagana de cigarro. o sol está bem belo, do lado de fora, mas não me apetece. a cabeça dói, o estômago queima… prováveis resultados, catastróficos, das pequenas bebedeiras diárias. sinto que não tenho rédeas, que não tenho freio… nem vontade. vontade do mundo me foi embora, e o buraco negro da noite me engole, lua após lua, bar após bar. e eu não resisto, e eu não luto – é confortável até certo ponto, esquecer de tudo. anestesiar é cliché, muito bem eu sei, mas é isso que procuro. no fundo dos copos não vejo um futuro, não penso em coisas… não tomo decisões, e isso faz toda a diferença. e o mundo, intoxicado, parece menos alto – não escuto crianças que choram, nem bêbados que gritam, nem grunhidos e gemidos desesperados. é provável que EU esteja gritando mais alto que eles! e não tem café em casa, e minha cabeça revolve e meu estômago revira. vomito, pelos dedos, isso aqui.

Advertisements

now, your turn!

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out / Change )

Connecting to %s