belvedere

terminei seis longos relatórios com poucas horas de sono, minha cabeça dói terrivelmente. pulei o café-da-manhã e descongelei os dedos digitando, digitando. a capacidade de escrever asneiras cresce em mim a cada parágrafo, e teria orgulho de tanta capacidade imaginativa se não fosse um esforço em vão. ainda não almocei, nem fumei, logo minha cabeça está aos farrapos. meus dedos estão frios e duros deste esforço imbecilizante e meu humor, que já estava mal, perde uns pontos simplesmente por eu existir.

gostaria de largar isso tudo de mão e empunhar a câmera, e sair por aí fotografando o mundo. uma longa viagem, lindas paisagens…  não tenho a mínima pretensão de tentar fazer arte ou algo que o valha, veja bem… minha humilde intenção seria seguir as fadas inspiradoras dos matos verdes e registrar o que é, para mim, o mais válido do artístico incompreensível, do enigma indecifrável, que é a natureza: o esteticamente belo. a partir daí, dos detalhes belos, das pedras frias, iria me dissipar… aos poucos, no vento.

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