começo com o pé esquerdo

gostaria de saber quem foi o exato culpado por eu ter saído de debaixo da minha sólida e segura pedra. gostaria de descobrir o nome deste pobre diabo e rogar sobre ele uma praga para toda a vida, toda a miséria do mundo, todo o lixo e a escória, os chorumes das sarjetas e afins.

a minha pedra era tão boa, meu escudo. está certo que carregar o seu peso sobre as minhas costas era uma tarefa enfadonha e ridícula, mas era o preço a pagar pelo silêncio. oh, deus, dê-me paciência… só não quero mais conversa.

então, visto que não tenho mais minha companheira e protetora pedra, procuro enfiar a cabeça numa areia movediça e deixar afundar bastante, mas bem movediça mesmo, afinal já não tenho mais muito saco para esse mundo acima da superfície.

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