Doldrums

“Oh, meu pobre Avery, olhe só para você. Está pálido, com essas olheiras fundas… os seus olhos já não brilham da mesma maneira!” – disse Emmet, em minha sala de estar, com seu olhar mais digno de pena – “Veja, meu bem, porque você não desliga o telefone, não pega apenas sua máquina de escrever e viaja para Cape Cod por umas duas semanas, sim? Escreva seus romances, responda aquelas cartas acumuladas… pegue seu carro e siga pra lá e não faça absolutamente nada. Levante-se o mais tarde possível, deixe que a criada traga seu café-da-manhã na cama. Sabe, creio que as pessoas que se levantam muito cedo tendem ao nervosismo extremo, tornam-se neurastênicas. Então tire férias, tome um banho o mais quente possível, beba uma taça de vinho! Leia um livro na banheira, meu caro! Você definitivamente necessita de novos ares!” – e ele pontuava cada uma das exclamações com o dedo indicador, fazendo brilhar o anel adornado por um escaravelho de esmeralda – “Faça grandiosas refeições pois você está terrivelmente magro e essa finura não lhe cai bem. Passeie! Você é tão elegante. Porém, evite as Balzaquianas horrorosas do clube de golfe. Esbanje, meu caro. Nada melhor do que serviçais e dinheiro para mimá-lo, para fazê-lo esquecer dessas besteiras de paixões que arrefeceram…”

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