Agosto 17

“a grama é verde devido a clorofila, os cloroplastos, água, sais e sol” – penso eu no pensamento cinetífico normal do meu ser. a grama é verde… e é fresca e piniquenta.

as meninas deitam sobre a grama com suas pernas nuas, bronzeando-se no sol. eu me deito na grama, como todas as meninas, coxas expostas em pequenos shorts, ficando vermelha em Amsterdan num belo dia de verão.

é um sol realmente quente. tomamos umas cervejas, arregaçando as mangas das camisas, suor empoçando em cima das sombrancelhas. as meninas todas sorriem na imbecildade rotineira de deitar-se ao sol. não me sobra nenhuma outra escapatória senão sorrir também.

meninas colegiais que levantam os joelhos, espreguiçam-se, coçam os pontos de pele nua que entraram em contato com a grama. retiram cabelos suados das testas, emplastrados, ensopados, espantam mosquitos, esmagam formigas que passeiam pelas linhas de seus braços.

procuramos nuvens no céu azul límpido, inventando formatos. aquela ali, vês? parece um coelho. aquela outra lá parece um fantasma. esticamos os dedos, apontando, tentando alcançar o paraíso.

raios atingem os rostos, corando bochechas, franzindo olhares. as pupilas retraídas fazem dos olhos das meninas de Amsterdan pequenas linhas apertadas, porém imensos espelhos de azul, verde e castanho. ecoa o som de risada.

alguém contou uma piada e eu rio porque não me resta mais nada senão o verde da grama, os grilos, os arbustos e a leveza do não-pensar e do simplismente-ser.

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