é como perder um ente querido

acabou-se a mágica dos dois homens-elefantes, o hype dos bigodes e barbas.

apagaram a luz. foi o fim da festa – virou a década, 1979 virou 1980. nosso ano favorito virou passado.

as mulheres ficaram velhas e as máquinas, obsoletas. acabaram-se os moicanos, a batida rítmica do bumbo e o baixo desenfreado. acabou-se a dupla de amigos tomando uma cerveja e o som que pulsava pesado pelos amplificadores não pulsa mais.

os tênis cano alto estão velhos e gastos, jogados na soleira da porta. faz tempo que não se falam – e me dizem que nem é triste, que é normal. se sempre for assim, amadurecer é um saco.

agora sobraram apenas duas dúzias de músicas que vão se repetir sem parar na vitrola sem cansar, duas dúzias de pérolas, de letras. porém, vão ficar 12 dúzias, no mínimo, de memórias.

RIP DFA1979

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