ponto final

textos atemporais,
poemas espalhados,
pequenos versos
escritos nos cantos das páginas
dos nossos livros de matemática

todas essas palavras,
saídas da ponta do lápis,
rabiscadas…

nunca disseram nada

foram só grafite e papel
atritados
uma ciência exata

mas não te lamentarás
não me lamento mais

chega de exclamações
e parágrafos
dou ponto final

mesmo ainda com os pés descalços
canelas roxas
e joelhos ralados
de parar e chorar.

nada mais a lamentar.
nunca mais.

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