street justice

pequeno príncipe
do luxo ao lixo

deposto do seu trono
forçado a se tornar povo,
disse adeus ao caviar
pra ir morar
no conjunto habitacional.

ghetto do Bronx, New York.
violência, vício e muito sangue.
tentou ser gangsta, tentou ser hustler
mas gangues não dão chance
pra garotos brancos.

pequeno príncipe
era apenas um garoto
já quase morto
quando foi espancado
por traficantes de ruas.

sem chance de sobreviver.
magro, muito alto,
tímido e desajeitado,
seus lábios de veludo beijando o asfalto.

vivendo pra morrer
sem saída, na esquina,
viciado em cocaína,
foi abordado por um cafetão.

pra sustentar o vício,
entrou pra profissão.

agora seu lindo cabelo loiro
está sujo e oleoso.
seus olhos azuis não refletem o amanhecer:
são apenas chapados olhos de michê.

o que vier é lucro.
carros de gordas casadas deseperadas
ou de velhos ricos e viados:
humilhação por qualquer trocado.

nos becos sujos ele se encontra só:
chove muito e ele espera um carro parar
ou um crioulo bicha passar
pra oferecer sexo em troca de pó.

fresh prince,
lutando contra o destino nas avenidas ruins.

não chora mais a noite, desiludido.
está resignado e resolvido
no seu reino absoluto:
nas ruas de nova york ele é novamente príncipe –
príncipe dos prostitutos.

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